Dia: 22 de junho de 2020

IRMÃ DO SENADOR ” STYVENSON” RECEBE AUXÍLIO EMERGENCIAL E ELE DIZ QUE TOMARÁ AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS

A irmã do senador Styvenson Valetim (Podemos), Anne Kelly Valentim, recebeu auxílio emergencial do Governo Federal. O anúncio foi feito pelo próprio senador em vídeo publicado no perfil pessoal no aplicativo Instagram. Em uma postagem feita neste domingo (21), ele reclama do fato de a primogênita da família ter obtido os R$ 600. O político anunciou que vai devolver o dinheiro à Caixa Econômica Federal nesta segunda-feira (22).

O vídeo-desabafo do senador potiguar foi publicado horas depois de outro vídeo protagonizado por ele próprio. Nesta primeira postagem, ele critica pessoas que receberam o benefício federal de forma irregular. Após publicar o vídeo, ele pesquisou no site do Ministério da Cidadania se haviam utilizado os dados pessoais dele para obter o auxílio. “Eu vi que algumas pessoas, como o ‘Véio da Havan’ [o empresário Luciano Hang], estavam na lista”, explicou.

Após verificar que não estava entre os beneficiários, Styvenson colocou os dados da irmã, Anne Kelly, e, para a surpresa dele, o portal do Ministério da Cidadania mostrou que ela havia recebido R$ 600 em maio. Logo em seguida, ele mandou mensagem telefônica para irmã e pediu explicações.

Na casa da mãe do senador, em Ponta Negra, em um vídeo que mais lembra cenas de novelas mexicanas, o senador cobra esclarecimentos da família. “Mãe, deixe eu te dizer uma coisa, por mais que eu pregue a transparência, eu não consigo entender como as pessoas conseguem tirar dos que não têm. Estou dizendo que vou falar com o ministro e com a Caixa. Eu vou devolver os R$ 600”, disse ele.

Constrangida, com lágrimas nos olhos, Anne Kelly diz que pediu o auxílio por estar desempregada há vários meses. “Eu estou enquadrada. Estou desempregada. Pensei até que não iria passar pela análise”, explicou.

A renda emergencial básica por três meses para pessoas que ficaram sem rendimentos em razão da pandemia de covid-19, como trabalhadores informais e desempregados.

Durante a discussão entre a família, a voz de um homem – provavelmente o cunhado de Styvenson – reclama de o senador expor toda a família. “Isso é idiotice”, gritou. “Não é idiotice. Isso é público Não é porque é a minha irmã que eu vou passar a mão na cabeça”, retrucou o senador.

Com a irmã chorando, ele diz que fez o vídeo para evitar a exploração política e impedir que a imprensa o critique. “Eu sei que você não roubou, mas vai aparecer que você é irmã de senador. A imprensa é suja; a imprensa do Rio Grande do Norte é baixa; não dou dinheiro a seu ninguém aqui. Estou vindo para fazer o certo. É o meu sangue, mas não vou proteger”, relatou.

Por fim, ele diz que a irmã não precisava solicitar o auxílio, pois poderia ajudá-la. Ele também criticou a mãe por não ter informado sobre a situação financeira da irmã. “Ela poderia falar comigo. Eu não vou arranjar emprego para ela na prefeitura do Natal, no Governo do Estado ou em qualquer emprego público. Eu ajudo. Dinheiro não é mais importante que os valores que a gente aprendeu, não”, discursou.

Ainda de acordo com o senador, ele irá nesta segunda-feira (22) informar a situação ao ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni , e com a Caixa Econômica Federal (CEF) para devolver o dinheiro.

FONTE: Portal do AgoraRN

NATAL: Secretaria de Saúde de Natal recomenda usar ivermectina para prevenir e tratar coronavírus; SAIBA COMO

Segundo novo protocolo de tratamento da Covid-19, remédio, que é um antiparasitário, tem diminuído a replicação do novo coronavírus em ensaios laboratoriais

ASecretaria de Saúde de Natal (SMS) publicou nesta semana um novo protocolo para orientar médicos e profissionais de saúde em geral sobre o atendimento a pacientes com Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. O protocolo traz desde instruções sobre o acolhimento de casos suspeitos nas unidades de saúde até terapias medicamentosas para casos graves confirmados.

O documento, aprovado pelo secretário de Saúde, George Antunes, e pelo prefeito Álvaro Dias, recomenda o uso de medicamentos como a hidroxicloroquina até para pacientes com sintomas iniciais da doença. Além disso, indica especialmente a ivermectina como medida de prevenção. Não são citados estudos que comprovem a eficácia de nenhum dos remédios para conter a Covid-19.

O protocolo registra que a Covid-19 tem três fases. A primeira, que pode ser assintomática, é chamada de replicação viral e tem duração média de 5 dias. Podem surgir sintomas como febre, tosse, mal-estar e diarreia. “Na maioria dos pacientes, em particular os jovens sem comorbidades (fatores de risco), a doença encerra-se nesta fase e evolui para a cura”, diz o relatório.

Já a segunda fase é denominada inflamatória e inclui a persistência dos sintomas iniciais com o possível aparecimento de falta de ar e alteração de exames laboratoriais. Nessa etapa da doença, caso não haja intervenção medicamentosa ou reação do próprio organismo, o caso pode evoluir para o comprometimento dos pulmões e redução da oxigenação do sangue.

O protocolo da Secretaria de Saúde de Natal afirma que “a intervenção nesta fase pode trazer impacto no curso clínico da doença, reduzindo a possibilidade de agravamento do quadro clínico e, consequentemente, podendo reduzir internações em UTI e necessidade de suporte ventilatório invasivo”.

Na terceira fase, o paciente evolui para insuficiência cardíaca e pode ter uma piora no quadro inflamatório, o que normalmente exige internação em unidades de tratamento intensivo. O cenário pode evoluir para óbito.

Segundo as recomendações da SMS, o tratamento em pacientes com quadro sugestivo para Covid-19 deve ser iniciado de forma precoce, de preferência até 48 horas depois do aparecimento dos sintomas (fase 1 da doença), mesmo que o nível de oxigênio no sangue esteja superior a 95% o raio-X de tórax apresente resultado normal. Os pacientes que estão no grupo de risco, como idosos, diabéticos, hipertensos e obesos, devem ter prioridade no tratamento.

O TRATAMENTO
Para pacientes no estágio inicial da Covid-19, o protocolo indica o uso de hidroxicloroquina ou difosfato de cloroquina associado a azitromicina e zinco quelato, além de antibióticos e Tamiflu caso haja suspeita de pneumonia bacteriana e gripe junto.

A Secretaria de Saúde recomenda aos médicos que, antes de prescrever a hidroxicloroquina ou a cloroquina, sejam realizados exames nos pacientes para que sejam identificadas eventuais contraindicações. O medicamento não é recomendado para cardiopatas, devido ao risco de arritmias.

Para os pacientes que não podem tomar cloroquina, o protocolo recomenda o uso associado de ivermectina e azitromicina, além de antibióticos e Tamiflu caso haja suspeita de pneumonia bacteriana e gripe junto.

O uso de corticoides, como a prednisona, não é indicado para a fase 1 da doença porque pode estimular a replicação viral.

Na segunda fase da doença, que comumente se inicia a partir do 6º dia de infecção, o protocolo da Secretaria de Saúde indica a adoção dos mesmos medicamentos da primeira fase, com a adição de corticoides e antitrombóticos (como a heparina).

Há também indicações para a fase 3 da Covid-19, mas elas são restritas a tratamentos no interior dos hospitais, em caso de internação.

PREVENÇÃO
De forma inédita, o protocolo também incluiu a recomendação da ivermectina como medida de prevenção à Covid-19. Segundo o documento, o remédio, que é um antiparasitário, tem diminuído a replicação do novo coronavírus em ensaios laboratoriais.

“Considerando seu perfil de segurança farmacológico (poucos efeitos colaterais), larga experiência de uso clínico em outras doenças, custo e comodidade posológica, esse medicamento revela-se como uma opção a ser utilizada não somente para tratamento, como também para a profilaxia, somada a outras intervenções não medicamentosas”, diz o documento.

De acordo com o protocolo, nesses casos (prevenção), a ivermectina deve ser usada por quem está altamente exposto ao vírus, como profissionais de saúde e da segurança, e por quem está no grupo de risco para a doença.

Para o primeiro grupo (profissionais de saúde), a recomendação da secretaria é tomar um comprimido de ivermectina 6 mg para cada 30 Kg de peso corporal, durante dois dias, e a cada 15 dias. Como exemplo, quem tem 90 Kg deve tomar três comprimidos em um dia e três comprimidos no outro – e repetir a dose duas semanas depois.

Já o segundo grupo de pessoas (que tem fatores de risco) deve tomar um comprimido de 6 mg a cada 30 Kg de peso corporal por apenas um dia, e a cada 15 dias.

O protocolo diz que é recomendável, após tomar duas doses do medicamento, avaliar a função hepática (fígado). Caso não haja alterações relevantes, o uso pode ser continuado. Também não se pode tomar mais que oito comprimidos por dia.

A utilização por pacientes jovens e saudáveis não é recomendado, assim como por crianças com menos de 5 anos, gestantes e lactantes.

Apesar de o protocolo trazer toda a forma de uso, incluindo dosagens, o documento diz que o uso deve ser orientado por um médico.

FONTE: AGORARN