1ª moradora do edifício Luciano Barros escreve carta emocionante a Robinson Faria

Dona Teresa Resende, primeira moradora do Edifício Luciano Barros, em Petrópolis, teme ser expulsa do lar, diz que nunca viu ato semelhante no Brasil mas também afirma que continua confiando na Justiça, de Deus e dos homens


Carta ao governador e a sociedade do Rio Grande do Norte
Sou a primeira moradora do Condomínio Luciano Barros, na Avenida Getúlio Vargas, em Petrópolis. Aqui vi meus filhos crescerem. Aqui recebo e curto meus netos. Aqui sonho em ver meus bisnetos crescendo. Este é o maior prazer da minha vida. Há 30 anos, paguei e adquiri, junto com colegas moradores, um terreno que expande a área do condomínio. Hoje ele é fundamental para nós, condôminos. É a única saída alternativa, onde abrigamos a casa de gás, estacionamos nossos carros e transitamos com insumos, reformas e lixo. É neste local que sonhamos construir, além de mais uma unidade de garagem (visto que minhas atuais duas vagas não comportam a necessidade familiar), um parquinho para meus netos.
Confesso que já vi e vivi muita coisa neste país. Mas nunca imaginei que passaria por uma situação dessas: O órgão que deveria nos defender e fiscalizar as contas públicas invadindo nosso patrimônio, destruindo histórias, transformando sonhos em pesadelos e rasgando a constituição federal. Os moradores do condomínio estão, principalmente nós, mais experientes, que somos a maioria (60%), APAVORADOS. Temos MEDO de perder a única alternativa de escape em caso de emergências médicas. E não somente isso. Nosso prédio é antigo. Não comporta a construção de uma estrutura elevada interferindo diretamente na ventilação e na nossa qualidade de vida. Se assim for, a esta altura da minha vida, será muito doloroso ser expulsa e ter que buscar outra moradia, após tantos anos com residência fixa neste lar.
Apesar de tudo, não perco as esperanças no meu país, no meu Estado, na Justiça e no próprio povo brasileiro. Reiteramos o nosso respeito aos poderes constituídos e às autoridades públicas do Brasil e do Rio Grande do Norte. De forma pacífica, acompanharemos  as decisões dos gestores públicos. Confiamos plenamente na Justiça. Na Justiça de Deus. E na dos homens. Confiamos ainda no senso de Justiça do governador Robinson Faria. Por entendermos que é absurdamente impossível, com a vigilância da sociedade, sermos desprovidos do bem que há tanto tempo adquirimos com o suor do nosso trabalho e hoje é indispensável para a nossa sobrevivência.
 Teresa Resende – Moradora do Edifício Luciano Barros

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