6 dúvidas sobre os cuidados com o limoeiro

1) Poda do limoeiro: Como deve-se podar os pés de limão taiti e galego oriundos de mudas de enxerto que, apesar de não produzirem, constantemente florescem? Valeria Aparecida dos Santos, de Campo Grande (MS).

Em geral, fruteiras cítricas não necessitam de podas para produzir. Apesar do florescimento, a ausência de frutos no limoeiro pode ser atribuída a diversas causas. Caso haja interesse em executar uma poda, faça-a superficialmente nos ramos mais longos. A realização de uma poda interna na copa do limoeiro, com o objetivo de arejar e iluminar o interior da planta, deve ter um aspecto de “taça aberta”.

2) Limão siciliano: Poderiam orientar-me sobre o cultivo de limão-siciliano em vaso de varanda? May Cremonini, São Paulo (SP).
 

Plante individualmente as mudas, já podadas na altura de cerca de 60 centímetros, em vaso com capacidade para 100 litros. A aplicação da rega, de uma a duas vezes por semana, de acordo com a reação da planta – se murcha ou não. A cobertura sobre o solo pode ser realizada com qualquer material a se decompor, mas é importante que nele não haja sementes. Restritas ao mínimo possível, novas podas são necessárias, porém, devem ser proporcionais ao tamanho da varanda. Via de regra, a floração se dará no segundo ano após o plantio e, em geral, no fim do inverno ou no início da primavera. Após a queda das pétalas das flores, começa a frutificação, cujos frutos estarão prontos para a colheita entre seis e nove meses.

3) Limoeiro de tronco fino: Por ser muito fino, o caule do meu pé de limão está se curvando à medida que cresce. Degmar Rosa Teixeira Silva, de Araruama (RJ).

No caso de o tronco não apresentar-se firme o bastante no processo de crescimento, pode-se tutorar a planta com um pedaço de bambu. À medida que o tronco engrossa, ele terá capacidade para se sustentar e, assim, dar a formação estrutural à planta.

4) Limão china: Rego a cada dois dias e faço adubação nos três pés de limão china que possuo, mas os frutos amadurecem ainda pequenos. Pedro César Oliveira Nunes, de Prata (MG).

Também conhecido como limão-cravo, rosa e vinagre, o limão china tem plantio comum nos quintais dos brasileiros. Regas e adubação nas plantas são importantes, por isso a condução do limoeiro está correta. No entanto, para melhor assegurar as condições de desenvolvimento da planta, recomenda-se intervalos mais longos entre as irrigações, passando a realizá-las uma vez por semana.

5) Limoeiros doentes: Recentemente plantei um limoeiro taiti que parece estar doente, pois as folhas começaram a se enrolar, secar e cair. Gustavo Souza Avila.


As folhas de um limoeiro, cuja muda foi comprada em 2010, estão se enrugando e amarelando. Que doença causa esses sintomas e o que devo usar para adubar a planta? Oliver Seeger.

Os sintomas que surgiram nos limoeiros parecem tratar-se de ataque da larva minadora dos citros. A praga deverá ser combatida no início da sua infestação com inseticidas específicos para a cultura do limão, busque na região a orientação de um técnico especializado que possa analisar a fruteira no local do plantio.

6) Ataque de formigas: As folhas dos pés de limão estão se dobrando e o tronco da figueira está morrendo devido ao ataque de brocas. Auta Aparecida Teixeira, de Uberlândia (MG).

A presença de formigas nas plantas está associada, possivelmente, com a infestação de pulgões. Em limoeiros e em outras plantas cítricas, os pulgões normalmente excretam o excesso de substância açucarada que sugam – a seiva. Ao atrair formigas pelo aroma adocicado, esse líquido é espalhado por elas na superfície da folha, formando um substrato para o desenvolvimento do fungo chamado fumagina.

O controle desse sistema é realizado por meio da eliminação dos pulgões com inseticidas de contato ou sistêmicos, os quais devem ser pulverizados nas fruteiras na época de infestação. A utilização de repelentes como a calda de fumo, por exemplo, poderá trazer resultados satisfatórios. Sem o causador do processo, as formigas e a fumagina desaparecem com a ação de chuvas ou de ventos. 


*Consultor: José Dagoberto de Negri, engenheiro agrônomo e pesquisador do Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio de Citros Sylvio Moreira, do IAC (Instituto Agronômico de Campinas), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

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