CAIÇARA DO RIO DO VENTO, reconhecidamente por grandes e bravos historiadores

Meu padrinho Aristóteles Azevedo foi o grande herói vivo da minha infância e adolescência. Fui até uma espécie de Chancho Panha que só ouvia esse admirável Don Quixote.
Nas boleia de tantos caminhões, atenciosamente, ouvia suas aspirações, desilusões, confidências ou simplesmente seu conhecido ranger de dentes (quando mergulhado estava em silêncio).
Se o verdadeiro Don Quixote levou a vida a vislumbrar dragões nas silhuetas dos moinhos de vento, foi justamente essa palavra que trouxe à baila algo que eu desconhecia: o que formava o rol das dentre as predileções do meu padrinho.
Assim, em certa viagem Mossoró—Natal, sem aviso, ele parou o carro no meio do caminho (bem ao lado de uma cidadezinha. Ali ficamos na beira da pista e em silêncio por alguns minutos, até que ele tocando com uma das mãos meu ombro, apontou com a outra para um nome em uma placa de estrada.
“CAIÇARA DO RIO DO VENTO”
Após alguns instantes, olhou em minha direção pronunciando:
— Essa é a frase mais bela que já vi nesta vida!
A partir desse dia, por tabela, embora nunca tenha conhecido em minúcias a tal cidade, passei a nutrir também uma simpatia desmedida pela mesma. Eh!… Caiçara do Rio do Vento é, sim, um belo nome.
FOTO: Google.

IMAGENS: Caiçara do Rio do Vento/RN.
NOTA: Texto copiado da postagem do FACEBOOK de 
Renato Borges de Sousa 


Estudou Doutorado em Educação na instituição de ensino Universitat de les Illes Balears

Frequentou FMM

Mora em Manaus

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