COLIGAÇÃO DE HENRIQUE NASCE COM 75% DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO

     CANDIDATURA DO PMDB AO GOVERNO DO ESTADO NASCE COM O APOIO DE 12 PARTIDOS QUE REPRESENTAM HOJE 75% DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA. ALIANÇA PODE CHEGAR A 18 PARTIDOS

     
    Após oito anos sem ter candidato disputando o Governo do Estado, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) oficializa hoje, às 15h, em evento no hotel Praia Mar sua disposição em concorrer ao cargo. O nome do partido para isso é o do deputado federal Henrique Eduardo Alves, atualmente presidente da Câmara Federal. A pré-candidatura chama a atenção por um dado numérico bastante expressivo: nasce apoiada por uma coligação formada por 12 partidos (PMDB, PR, PSB, PV, PSDB, PTB, PROS, PRB, PMN, PHS, Solidariedade e PDT); que agrega 18 deputados estaduais; dois senadores; quatro deputados federais (incluindo Henrique) e que, nas eleições de 2012, elegeu 106 prefeitos.

     O detalhe é que a coligação ainda não está finalizada e pode alcançar entre 16 e 18 legendas, caso o PC do B, o DEM e outros passem a integrar o grupo. Esse conjunto de partidos engloba hoje 21 deputados estaduais, 5 federais e os três senadores. Em 2012, esse arco de legendas elegeu 130 prefeitos. O evento de hoje também deve contar com o anúncio da ex-governadora Wilma de Faria (PSB) como candidata ao Senado Federal. A oficialização do deputado federal João Maia (PR) como candidato a vice-governador só sairá no dia 5 de abril, em evento próprio do Partido da República. Ainda são esperados no hotel o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e o senador Valdir Raupp, presidente nacional da legenda.

     O tamanho do evento e o peso dos nomes anunciados para encabeçar a chapa demonstram a composição de legendas angariadas pelo PMDB até agora. O PMDB escolheu oficialmente o nome de Henrique Alves após consultar as bases partidárias durante mais de um mês, quando ainda estava em avaliação o nome do empresário Fernando Bezerra como o postulante ao Governo do Estado.

     Neste ínterim, o partido seguiu angariando apoios para a formação de uma grande base de apoio. A expectativa da cúpula dos “bacuraus” é de que, ao fim do processo de reuniões e eventos partidários, o PMDB chegue a fechar seu projeto entre 16 e 18 legendas, das mais variadas matizes e graus de representatividade no quadro político atual do estado.

      Contando apenas com os partidos dos candidatos a cargos majoritários – PMDB, PR e PSB – são nove vagas ocupadas na AL-RN e mais três mandatos na Câmara dos Deputados. Se somar o Partido Republicano da Ordem Social, chega-se a 14 mandados na AL-RN, além da presidência da casa legislativa com Ricardo Motta.

     Com a definição dos principais nomes da chapa majoritária, o próximo passo dos partidos é a formações de coligações para a disputa às oito vagas na Câmara Federal e 24 cadeiras na Assembleia Legislativa.

    Diante do quadro que se apresenta e outubro se avizinhando, o PMDB ainda apresenta publicamente uma condição de indefinição sobre a formação da chapa para as disputas de vagas no legislativo. “Os partidos trarão seus apoios ao passo que forem fazendo seus eventos, convenções e reuniões. Ao fim deste processo veremos a situação”, disse o ministro Garibaldi Alves Filho.

     O posicionamento do PMDB é reforçado pelo deputado estadual e pré-candidato à Câmara, Walter Alves. “Esperamos entre 16 e 18 partidos. Os outros partidos farão seus eventos e trabalhamos dentro desta expectativa. A definição das coligações será feita posteriormente”, apontou o parlamentar.

     Além dos partidos já citados, informações apontam que o PMDB estaria ainda conversando com o Democratas (DEM) para compor a chapa na disputa aos parlamentos. A negociação é negada pelo senador José Agripino, presidente nacional e do diretório potiguar do DEM. “Ainda não é a hora para essas definições. Na hora própria a direção executiva do partido irá decidir sobre isso”, explicou Agripino.

     A decisão sobre a aliança, de acordo com o senador, ainda dependerá da definição sobre a candidatura ao Governo do Estado, no caso da governadora Rosalba Ciarlini decidir concorrer à reeleição. “É uma preliminar posta. Até a definição sobre a candidatura ao governo”, definiu o presidente nacional do DEM.

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