Como criar abelhas sem ferrão

     Elas não oferecem risco à população e podem ser manejadas em áreas urbanas. Atividade rende mel saboroso e com menos açúcar.

      Se o receio de levar ferroadas é o que impede de se colocar em prática o
interesse pela produção de mel, alimento com demanda certa, por ser um
produto saudável e delicioso, uma boa alternativa é o manejo de abelhas
sem ferrão. Impossibilitadas de dar doloridas picadas, elas não precisam
de fumaça para ser acalmadas nem que o apicultor use equipamentos de
proteção individual (EPIs), como macacão com máscara conjugada, botas de
borracha e luvas de nitrila.

     
Atrofiado ao longo da evolução das espécies desse grupo, o ferrão não
oferece risco à população, permitindo que essas abelhas possam ser
criadas em áreas próximas de pessoas e animais, inclusive em ambientes
urbanos. Mas vale ressaltar que, quando se sentem ameaçadas, elas se
defendem mordendo geralmente olho, orelha, nariz e cabelo do invasor. O
uso de um véu, no entanto, é o suficiente para proteger o rosto de algum
ataque.

       Em cativeiro, as abelhas sem ferrão são criadas em caixas pequenas, que
não exigem esforço físico e ocupam menos espaço. Por outro lado, com uma
população reduzida, a produtividade da colônia da maioria das espécies,
de 1 a 3 litros de mel por ano, dependendo da região e da florada e é menor se comparada com a das abelhas
com ferrão (africana), que registra em média de 20 a 40 litros por ano levando-se também em consideração vários aspectos, entre estes a região e a florada.

       Contudo, além de ter 10% menos de açúcar, o mel de abelha sem ferrão
apresenta tipos diferentes de acordo com cada espécie produtora,
ampliando o leque de opções para o mercado e agregando valor ao
alimento, cujos preços no varejo variam de R$ 30 a R$ 100 por litro.

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