Deputados pregam independência em relação ao futuro governo e vontade de cooperar com o Rio Grande do Norte.

Independência. Foi o que marcou o tom do discurso de parte dos deputados estaduais presentes à confraternização de fim de ano da Assembleia Legislativa. Ricardo Motta, que foi o mais votado das eleições de outubro, tendo recebido 80 mil votos, e é forte candidato à reeleição como presidente da casa, disse que a Assembleia não será de situação nem de oposição ao futuro governo. “A Assembleia Legislativa é um aliado do Rio Grande do Norte”, declarou Motta, acrescentando que os deputados desejam ajudar a reconstruir o Estado, discutindo projetos de interesse da população.
Também reeleito, Kelps Lima enveredou pelo mesmo caminho, argumentando que os  eleitores, quando elegem um deputado estadual, não o querem de oposição ou de situação, mas que atuem como agentes transformadores.
Discursos à parte, os deputados que em sua grande maioria apoiaram o deputado Henrique Alves, adversário derrotado por Robinson Faria, pregam independência, mas não se negam a ajudar o futuro governo. Prova disso foi a tramitação do pedido de autorização para o empréstimo no valor de 850 milhões de reais junto ao Banco do Brasil.
Resta saber se esse discurso de independência e cooperação, priorizando os “interesses da população”, persistirá mesmo depois de concluída a eleição da mesa diretora da Assembleia, marcada para fevereiro. Até agora, até mesmo nomes ligados ao governador eleito como José Dias e o novato Rudson Lisboa, o Disson, já anunciaram apoio à candidatura de Ricardo Motta.

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