Ex-prefeito de Patu é condenado a 11,4 anos de prisão por desviar R$ 700 mil

 

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte
condenou o ex-prefeito de Patu, região do Médio Oeste potiguar, 
Possidônio Queiroga da Silva Neto, por 11 anos e 4 meses de reclusão em
regime fechado por desvio de dinheiro que seria usado na construção de
uma creche na cidade.
Na sentença, mais três pessoas ligadas ao ex-gestor também foram condenadas.
Veja Sentença na íntegra

A
decisão da juíza Moniky Mayara Costa Fonseca Dantas, proferida dia 11
de março, alega que Possidônio cometeu crimes de supressão de documentos
públicos, desvio de verbas públicas, lavagem de dinheiro, fraude a
licitações e falsidade ideológica.

A fraude foi descoberta em novembro de
2010 pela Polícia Federal do RN, que deflagrou a operação Deus dos
Mares. Segundo a sentença, a materialidade do crime pode ser comprovada a
partir dos extratos bancários obtidos pela PF.
Esses extratos monstram o crédito de R$ 700 mil no dia 7 de julho de 2008 na conta da prefeitura de Patu.
Segundo a investigação, esse dinheiro
foi sacado nos últimos três meses do mandato do então prefeito
Possidônio Queiroga da Silva. A construção de creche-modelo, que deveria
ser concluída em 8 meses, ficou inacabada.

A investigação da PF
concluiu que o ex-prefeito contou com a colaboração de funcionários da
prefeitura de Patu e de seguidores políticos para esquematizar a fraude.

Os envolvidos lavaram dinheiro que seria
usado na construção da creche através de extratos bancários, cheques e
fitas de auditoria.

Foram ainda condenados pelo crime de desvio
de verbas públicas: Athayde Mahatma Fernandes Dantas (4 anos e 8 meses
anos de reclusão, a ser cumprida, inicialmente no regime semiaberto); 
Jocelito de Oliveira Bento (4 anos e 6 meses de reclusão, a ser cumprida
inicialmente no regime semiaberto) e Renato Leno de Oliveira (3 anos e
8  meses de reclusão, a ser cumprida inicialmente no regime aberto).
Todos podem recorrer da sentença em liberdade.

Com informações do G1

Deixe uma resposta