FESTA DO BOI/2016: Diversificação de produtos apícolas é a saída para o setor

A extração de produtos, como pólen e apitoxina, aumenta a rentabilidade da apicultura em mais de 50% em comparação a produção apenas de mel.
Os apiários estão com 92% menos abelhas devido à estiagem. Os insetos fugiram das colmeias.
Parnamirim – Ampliar o mix de produtos oriundos da atividade apícola é a saída para apicultores aumentarem a rentabilidade em períodos de estiagem. O beneficiamento de produtos apícolas será tema de palestras e clínicas tecnológicas que serão ministradas nesta terça-feira (11), a partir das 9h, no Espaço Empreendedor, montado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte na 54ª Festa do Boi. De acordo com estimativas da Federação Apícola do RN (Farn), a diversificação amplia a lucratividade da atividade em, no mínimo, 50% em relação à produção apenas de mel. São produtos como pólen, própolis, apitoxina, cera e geleia real que agregam valor a quem faz da criação de abelhas um negócio.

“Com a volta do período chuvoso, asseguro que o apicultor que não trabalhar a diversificação dos produtos estará fora do mercado”,

Chagas Pereira – Presidente da FARN

“Infelizmente, o produtor potiguar ainda tem uma visão macro que se restringe apenas à obtenção do mel. Com a volta do período chuvoso, asseguro que o apicultor que não trabalhar a diversificação dos produtos estará fora do mercado”, alerta o presidente da Farn, Francisco das Chagas Pereira, instituição que responde pelos interesses de 120 associações de apicultores no Rio Grande do Norte.
Chagas Pereira cita como exemplo de caso bem sucedido de diversificação a região do Mato Grande, que atualmente concentra a maior parte da produção potiguar de produtos alternativos ao mel. Os apicultores dos municípios da região hoje são os maiores produtores de pólen, apitoxina e própolis do estado. No caso da toxina liberada pelo ferrão das abelhas, o Rio Grand do Norte já está até exportando a substância – bastante usada pela indústria química e de cosméticos – para estados do Centro-Sul do Brasil e até países da América Latina, como Bolívia e Paraguai.
Marco Polo Veras

Segundo Chagas Pereira, diversificação torna a apicultura 50% mais rentávelSegundo Chagas Pereira, diversificação torna a apicultura 50% mais rentável

Para Chagas Pereira, o desafio para avanço da apicultura passa pela volta das chuvas, já que são quase cinco anos de estiagem, o que reduz as floradas e consequentemente provoca a fuga das abelhas das colmeias. De acordo com dados da federação, a falta de alimentação devido à seca reduziu em cerca de 92% o contingente de abelhas dos apiários potiguares, principalmente nas regiões Oeste e Alto Oeste, tradicionais polos produtores.

O Mato Grande ainda se destaca em função de estar localizada numa área de clima frio e com umidade, vinda do Litoral Norte. Para se ter uma ideia da importância da apicultura para a região, que reúne 120 apicultores, basta saber que nessa área está instalado o primeiro entreposto de pólen do Rio Grande do Norte, um centro de processamento da substância localizado na cidade de Taipu (distante 50 quilômetros de Natal).
Além da diversificação de produtos apícolas, a programação de palestras do Espaço Empreendedor também vai abordar outros temas ligados à atividade. Estão previstas as palestras ‘Alimentação Artificial – Apismelifera’, proferida pelo apicultor Joaz Ferreira que é um dos exploradores da apitoxina, e ‘Meliponicultura – Preservação Da Espécie’, ministrada por Victor Hugo Dias. Também será apresentado o Projeto Colmeia Potiguar, uma parceria entre Emparn e Corpo de Bombeiros, e realizada a Reunião Do Comitê Gestor Da Apicultura Potiguar.
FONTE: www.agenciasebrae.com.br 

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