IBAMA E PRF APREENDEM MAIS DE 15 MIL ARIBAÇÃSAves apreendidas em

     A Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) juntamente à Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu um total de 15 mil arribaçãs abatidas em fiscalizações este ano e aplicou multa de aproximadamente   R$ 6 milhões nos infratores.
Aves apreendidas em Jardim de Piranhas-RN
     As apreensões foram feitas durante a “Operação Migratórias”, que está percorrendo cidades do interior do Rio Grande do Norte, desde o dia 15 de março. Um total de 20 pessoas já foram autuadas por caça ilegal e submetidas a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Também foram recolhidas cinco armas de fogo.

     Do total, mais de dez mil aves arribaçãs, cuja captura é proibida, foram apreendidas durante a operação no município de Jardim de Piranhas, a 287 km de Natal, no dia 19 de março. De acordo com Jaime Pereira, chefe da unidade do Ibama, em Mossoró, e coordenador da Operação Migratórios, a apreensão aconteceu na zona rural do município, na divisa do RN e Paraíba (PB). As aves foram incineradas junto à outras quatro mil armadilhas do tipo “sangra”, comumente utilizada na caça ilegal.   

     As aves foram encontradas congeladas em freezers. “O local ficava na margem do rio Piranhas. Obtivemos a informação que a venda destas aves no local abastece 90% do comércio de Natal , Caicó e Mossoró, isso é preocupante”, explica Jaime Pereira. O Ibama também encaminha uma portaria comunicando o caso ao Ministério Público Estadual e solicita à Polícia Civil a abertura de um inquérito para que o responsável pela caça e captura responda criminalmente.

    A região do Seridó, principalmente na divisa entre o RN e Paraíba (PB)  é onde há o maior índice de caça e comércio em todo Estado, pois é lá que concentram os locais de reprodução das aves segundo informações Ibama, que aponta outros focos de comércio e caça ilegal como na cidade de Currais Novos, localizado a 172 km da capital do Estado, onde foram apreendidas 20 motocicletas utilizadas nas ações. 

     Segundo Jaime Pereira, a operação não tem data para ser finalizada. “Infelizmente existe uma cultura de caça de arribaçãs e rolinhas principalmente na Paraíba e no RN, por mais que a gente realize maneira persistente essas ações de combate, as pessoas insistem em continuar com a caça e comércio”. Batizada de Migratórios, a operação objetiva combater a caça de aves no Seridó.
Fonte: Tribuna do Norte

Deixe uma resposta