NATAL: Envolvimento de Alves e Maia no Petrolão preocupa Carlos Eduardo Alves

Denúncia do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, atinge em cheio do palanque qu7e está sendo construído pelo pedetista para as eleições deste ano

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Candidato à reeleição, Carlos Eduardo teria demonstrado preocupação quanto ao envolvimento de aliados
O envolvimento de integrantes da alta cúpula das famílias Alves e Maia no Rio Grande do Norte no esquema de corrupção da Petrobras já preocupa o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT). A denúncia do Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, atinge em cheio aliados de Carlos Eduardo, como Henrique Alves (PMDB), José Agripino (DEM), Garibaldi Filho (PMDB), Felipe Alves (DEM) e Walter Alves (PMDB).
Segundo informações de bastidores, Carlos Eduardo teria demonstrado preocupação a interlocutores quanto ao andamento das denúncias do Petrolão. O principal aliado do prefeito de Natal, Henrique Eduardo Alves, foi exonerado do ministério do Turismo após ter sido acusado de ter se beneficiado de propinas no valor total de mais de R$ 1,5 milhão.
A propina ao ex-ministro do Turismo foi paga, conforme o ex-presidente da Transpetro, da seguinte forma: R$ 500 mil em 2014; R$ 250 mil, em 2012 e R$ 300 mil em 2008. Os valores foram repassados, segundo ele, pela Queiroz Galvão. Outros R$ 500 mil foram pagos em 2010 a Alves, pela Galvão Engenharia, de acordo com a delação.
No caso de Garibaldi Alves e Walter Alves, Machado afirma que, sempre em épocas de eleição, era procurado pelo ex-ministro e atual senador do PMDB potiguar. Em 2010, ele diz ter intermediado o pagamento de R$ 200 mil pela Queiroz Galvão e R$ 250 mil da Camargo Corrêa em 2012.
Machado disse que Garibaldi também pediu ajuda à candidatura de seu filho, Walter Alves, à Câmara dos Deputados. Ele diz, então, que conseguiu uma doação de R$ 250 mil, pela Queiroz Galvão, em 2014
Quanto a Agripino Maia e Felipe Maia, na delação, Machado diz que a dinâmica de pagamento de propina era a mesma utilizada com os demais políticos: sempre em épocas de eleição, era procurado para que intermediasse doações. Ele diz que o senador do DEM recebeu, em 2010, R$ 300 mil para sua campanha ao Senado, pela Queiroz Galvão; e R$ 250 mil, em 2014, para a campanha do seu filho, o deputado Felipe Maia, à Câmara.
No Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal, Carlos Eduardo teme que o desgaste ocasionado pelo envolvimento dos aliado na Lava Jato prejudique a sua reeleição.

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