Novo toplessaço reúne musas na Praia de Ipanema

Eleitas no fim de 2014 por meio de um concurso na internet no fim de 2014, Natache Iamayá e Karla Klemente receberam nesta terça-feira (20) a faixa de Musas do Toplessaço na Praia de Ipanema. Encerrada em dezembro, a votação para escolher a nova representante do movimento teve uma mudança de última hora e acabou elegendo duas musas, uma representante do júri oficial e a outra do popular. O momento do topless foi marcado por uma imensidão de fotógrafos registrando as 8 mulheres que tiveram a coragem de tirar a parte de cima dos biquínis. Outras jovens, apesar de apoiar o movimento, não tiveram coragem de exibir os seios nus. 

Além dos fotógrafos, uma infinidade de rapazes curiosos, que estavam na areias da praia, se reuniram rapidamente em torno das jovens no momento em que elas tiraram a roupa gritando cantadas e pedindo para mais mulheres tirarem a roupa. Ainda assim, o balanço do evento foi positivo, de acordo com a organizadora Ana Paula Nogueira: “Este ano tivemos bem menos homens nos abordando. Eram mais adolescentes falando gracinhas. Ano passado eram homens feitos e em maior número. Podemos dizer que, ao longo do tempo, pode ser que eles vejam o topless de maneira mais natural”.

A reunião das vencedoras e das participantes do concurso contou com o reforço de cariocas e turistas que lotavam a praia por conta do feriado municipal em homenagem ao padroeiro da cidade, São Sebastião. A modelo Renata Frisson, a Mulher Melão, aproveitou os holofotes e também compareceu ao evento. “E um movimento pela liberdade do corpo da mulher, que reúne pessoas de todo tipo. Desde idosos até uma cadeirante com a mente super aberta, como a Natache”, afirmou Renata.
Mulher Melão e as participantes do toplessaço (Foto: Cristina Boeckel/G1 ) 
Mulher Melão e as participantes do toplessaço 
(Foto: Cristina Boeckel/G1 ) 


Musa cadeirante 
Natache, que é cadeirante devido a uma doença degenerativa, se considera uma representante do combate ao preconceito. “Eu estou demonstrando que o topless não e um ato promiscuo ou um ato puro e normal. Mas ele é visto no Rio, infelizmente, como um ato sexual. Ainda falta muito para as pessoas verem como algo normal, ainda mais em uma cidade tão sensual”, afirmou a musa ao G1 pouco antes de receber a faixa de musa nesta terça-feira. 


Para Ana Paula, que se transformou na cara do movimento ao ser uma das poucas mulheres que mostraram os seios no primeiro toplessaço, o evento não é um protesto: “O topless de hoje marca um ano do movimento Topless in Rio, que não é um protesto, mas é um movimento pela liberdade na praia. Ninguém e obrigado a fazer topless, mas ele deve ser uma opção. E para que todas as mulheres se sintam a vontade com seus corpos”. 
O concurso teve mais de 50 inscritas e 10 finalistas que cumpriram todas as etapas do regulamento. O formulário incluiu dizer o que uma mulher precisa para ser musa e como definiria o Rio de Janeiro.

Deixe uma resposta