“Robinson trabalha para solucionar o problema financeiro do RN”, diz Varella

Controlador-geral do estado também comentou chance da Caern e Potigás serem privatizadas e pediu para que o governo federal não dê as costas ao Nordeste
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Governador Robinson Faria (PSD) e controlador-geral do estado, Alexandre Varella
Cerca de 20% dos servidores do município ainda não receberam seus salários. Até agora, só foram realizados os pagamentos dos funcionários que possuem vencimentos com valores de até R$ 4 mil líquidos. A previsão é de que a última das parcelas devidas seja paga apenas no dia 29 de outubro. O controlador-geral do RN, Alexandre Pinto Varella, em entrevista ao programa “Meio-Dia Cidade“, da Rádio Cidade (94,3 FM), comentou sobre o atual quadro financeiro do estado.
Muito embora admita as dificuldades em quitar os salários remanescentes, Varella garantiu que o governador Robinson Faria (PSD) tem se esforçado para encontrar uma solução. “O governador tem feito esforços, o estado tem procurado alternativas, há a sugestão da alienação de ativos, terrenos e imóveis, existem estudos de toda a natureza, mas não se chegou a qualquer solução que nos coloque novamente no trilho. O esforço existe, temos nos reunido praticamente a semana inteira com o governador, com cada um buscando em sua respectiva área uma maneira de resolver o problema, mas seguimos em busca de soluções”, explicou.
Atualmente, o déficit nas contas públicas do governo Robinson Faria atinge a marca de quase R$ 1 bilhão – R$ 980 milhões até a semana passada. São recursos que estavam previstos no Orçamento, mas que não se consolidaram. Como opção de diminuir o déficit, levantou-se a hipótese de privatizar e vender a Caern e Potigás. Varella, contudo, disse que Gustavo Nogueira,  secretário de Estado do Planejamento e das Finanças do Rio Grande do Norte (Seplan-RN), já descartou proposição.
“O Nogueira descartou essa possibilidade. Não há nenhuma perspectiva que considerasse a privatização da Caern e Potigás para transformá-los em ativos que pudessem recompor os cofres do estado”, confirmou.
Por fim, Varella explicou que Robinson tem procurado saídas também em Brasília, onde espera que não sejam dadas as costas para o Nordeste em vista que estados em situações piores, como São Paulo, foram observados com mais atenção. “O governador vem trabalhando efetivamente, tendo ido ao encontro do presidente da República, provocado reunião com os governadores do Nordeste, e há um constante articulação para que o governo não dê as contas ao Nordeste, eles articularam apenas os estados do Sudeste. O São Paulo tinha a maior dívida pública do país, e foi liquidada. Minas Gerais teve uma recomposição de juros, Rio de Janeiro já recebeu R$ 3 bi, e agora resta o Nordeste e Norte”, concluiu.

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