Sape debate expansão da pesca oceânica do RN com empresários

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A pesca industrial potiguar foi tema central de uma reunião realizada no final da tarde desta segunda-feira (6) entre o secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha e o Sindicato da Indústria da Pesca do RN (Sindipesca). O encontro aconteceu na Ribeira e reuniu representantes das empresas Produmar, Tuna Brasil, Inpel Industrial, Potiguar Alimentos, Pesqueira Nacional, RB Alimentos do Mar, Transmar, Norte Pesca e Natal Pesca.
De acordo com o secretário, o objetivo principal do encontro foi colocar a Secretaria à disposição dos empresários e discutir maneiras de expandir ainda mais o potencial da pesca oceânica no Rio Grande do Norte. “Tratamos também de questões burocráticas, como as licenças de barcos pesqueiros que estão travadas no Ministério da Agricultura e nos colocamos à disposição para ajudar”, ressaltou Saldanha.
O Terminal Pesqueiro entrou na pauta da conversa e foi classificado pelos empresários como a “redenção da pesca do RN”. Além de se comprometer a destravar o processo de construção do terminal junto à construtora até o fim deste ano, o secretário solicitou aos industriais uma pauta de reivindicações do setor para que possa ser estudada e atendida pela Sape. “Uma de nossas prioridades a frente da pasta é resolver o impasse existente entre o Estado e a construtora para que o terminal possa ser concluído e entregue ao setor pesqueiro”, acrescentou Saldanha.
Exportações
As exportações de peixes, camarões e lagostas do Rio Grande do Norte cresceram 16,7% entre janeiro e maio deste ano em comparação à 2015, e somaram US$ 10,4 milhões, contra US$ 8,95 milhões do ano passado. O incremento mais expressivo foi do camarão, com acréscimo de 1.463% nas exportações em relação ao mesmo período de 2015. Os peixes, por sua vez, responderam por 5,14% de crescimento, com US$ 8,66 milhões comercializados. A exportação de lagosta registrou queda de 98%.
Segundo o subsecretário estadual de Pesca e Aquicultura, Alberto Cortez, o crescimento expressivo do camarão se deve à retomada das exportações do crustáceo, que praticamente não existiram no ano anterior. Já a queda na comercialização de lagostas é atribuída ao tradicional período do defeso, quando fica proibida a captura do produto.

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