Sem-terras ocupam Incra por tempo indeterminado

Famílias chegaram ontem na sede do INCRA e acamparam

Jailma Lopes disse a ocupação do Incra-RN faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas, deflagrada no domingo (8), no Dia Internacional da Mulher, e que deve se prolongar por todo o mês de março e que começou com o bloqueios de rodovias estaduais e federais já na segunda-feira (9). 

Segundo ela, pelo menos 600 camponeses, dos 100 são homens que apoiam a Jornada das Mulheres, estão acampados, inclusive com crianças, na sede do Incra, situada na rua Potengi, 612. O MST pede uma avaliação dos programas de crédito, atualização do cadastra de acampados e melhorias de infraestrutura em assentamentos rurais.

Jailma Lopes também afirmou, que embora algumas pautas se assemelhem, o MST não vai participar da movimentação que a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do RN (Fetraf) vão, hoje, em Natal, como também avisou que a Jornada das Mulheres não tem nenhuma vinculação com os protestos previstos contra o governo federal, no domingo (15): “O que se decidiu é permanecer em acampamento no Incra”. 

Já na tarde de ontem, o superintendente Vinícius F. de Araújo informou que às 9 horas de amanhã, vai se reunir com os chefes de Divisões e os técnicos do Incra para avaliar a pauta de reivindicação do MST. Às 14:30 está prevista a discussão da pauta com os trabalhadores rurais sem terra, no auditório do Incra-RN.

Vinícius Araújo disse que houve alguns avanços nos programas destinados a beneficiar os trabalhadores sem terra, como o acesso ao crédito, que antes era feito por intermédio de contas bancárias de associações e passou a ser depositado diretamente na conta do assentamento, como os recursos de instalação das famílias nos assentamentos rurais. O superintendente do  Incra disse ainda, que hoje existe 57 acampamentos  do MST espalhados no Rio Grande do Norte e vai pedir ao movimento que priorize aqueles que devem ser objeto de desapropriação, o principal deles é o acampamento existente em áreas da antiga Companhia Açucareira Vale do Ceará Mirim, no município homônimo da Região Metropolitana de Natal (RN).

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